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sexta-feira, 17 de julho de 2015

RESCISÃO DE CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

Jus Navigandi jusnavigandi@jus.com.br

17 de julho de 2015



Olá, Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas,

Tenho a satisfação de informar que o seu texto, Rescisão de contrato de prestação de serviços, foi selecionado como destaque da edição de hoje (17 de julho de 2015) do Jus Navigandi.
Para visualizar todos os seus artigos já publicados, visite http://jus.com.br/164726-marco-aurelio-bicalho-de-abreu-chagas/publicacoes
Atenciosamente,

Equipe JUS NAVIGANDI
http://jus.com.br

sábado, 11 de julho de 2015

PACIÊNCIA DO POVO


                                Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas

                        Cantou o poeta: “Bateram no boi. Não houve nada. Tornaram a bater. Não houve nada. O boi se cansou de tanta pancada. Deu-se o estouro da boiada.”

                            Onde e quando terminará a paciência do povo, espoliado em sua boa-fé, em sua esperança de dias melhores para a família brasileira?

                      Onde está o sentimento de Pátria, nato no ser humano? Urge rever os valores morais que sustentam a ordem social. Estamos num verdadeiro desvio de conceitos.

                      Os conceitos de honestidade, de valor, de amizade, de fidelidade, de irmandade, dentre outros, não passam de palavras despidas de seu real conteúdo.

                       A humanidade tem que se sustentar neles, pois estão destinados a reger a conduta do ser humano.

                     Esse desvio se reflete na grande desorientação reinante em vários setores da vida.
                                     
                         A família é evocada, mas ninguém se preocupa em preservar os valores que a sustentam.

                        Pede-se para se acreditar nas soluções apontados pelos governantes e observa-se os desmandos das autoridades constituídas.

                      Qual terminará primeiro, os desatinos dos homens ou a tolerância da Deus?

                          Não queiramos esperar para ver!
_____________
Texto reproduzido no ESCRITA

quarta-feira, 10 de junho de 2015

C0NT0S CURTOS, DES-CONTOS

                         CONTOS CURTOS, DES-CONTOS
                                                (para ler duas vezes)

CAPRICHOSA
                            Marco Aurélio Chagas

Ela apareceu na infância dele e se fortalecia
com o afago dos pais que, inadvertidamente,
consentiam, solícitos, os caprichos veementes
do filho.

Sob sua influência, não via e nem ouvia outra
coisa além do que ele admitia.

Quando alguém discordava de sua maneira
de encarar as coisas ela aparecia e fazia valer
sua autoridade, desagradando-o.

Intransigente, não admitia a possibilidade de
um equívoco.

Em companhia dela produzia atritos
verdadeiramente lamentáveis no trato com os
demais.

Ela, em sua argúcia, se valia de disfarces,
como força de vontade, constância ou
empenho, para influenciá-lo a pretender
alcançar o almejado, preso da teimosia e da
cegueira.

Ela, quando agia, o levava a não admitir, em
hipótese alguma, variantes nem retificações
de nenhuma espécie.

O desgosto experimentado por sua causa, o
fez imaginar transformá-la «em empenho
consciente da vontade».

Para quem ainda não adivinhou, seu nome é
obstinação.

______________________________

BONECA INFLADA

                                Marco Aurélio Chagas

O desejo de ser admitida e o prazer pela
lisonja não escondiam a forte influência que
sofria daquela companhia que conhecera em
sua infância.

Em sua presença era impelida a inferiorizar os
outros e a ressaltar sua figura exaltando-a,
festejando os méritos ou qualidades próprios.

Diante de um êxito ou acerto ela se
pronunciava.

As faculdades da inteligência tinham o seu
livre exercício comprometido, causando sérios
prejuízos e levando ao descrédito aquela que
estava sob seu jugo.

Ela afetava seriamente não só sua palavra,
mas também a atitude e o gesto, obscurecendo
a mente e impedindo que ela visse e sentisse
 honestamente a justa medida do próprio conceito.

Agradava-lhe, sob seu manto envolvente e
impetuoso, que os demais fossem modestos e
dispostos a suportar sua vanglória.

E a envolvia de tal modo que ela se afastava
da realidade e isso a impedia de alcançar um
lugar de preferência entre os seus
semelhantes, porque incitada por ela, nunca o
poderia ocupar, pois fiticiamente realçava as
próprias qualidades.

Ao lado dela não era espontânea e se sentia
incômoda e insegura nos lugares que
frequentava.

Ofuscada como estava, sentiu que não
poderia continuar assim comprometendo a
sua liberdade e imbuída de uma força de
vontade, resolveu mudar o curso das coisas e
romper de vez com ela, abandonando-a em
sua jactância.

Nunca mais ela se atreveu a procurá-la.

Certamente referimo-nos à vaidade, a que
«fecha o entendimento e prostra a faculdade
de raciocinar ante a autoestima levada à
exaltação e até ao paroxismo.»

_________________________



Estes textos foram extraídos do livro CONTOS CURTOS - DES-CONTOS, disponível on line no site: http://www.bookess.com/read/1623-contos-curtos-des-contos/

segunda-feira, 8 de junho de 2015

PRÁTICA COMERCIAL ABUSIVA: ENVIO DE CARTÃO DE CRÉDITO SEM SOLICITAÇÃO

SÚMULA 532 DO STJ
                                   Corte Especial do STJ aprova Súmula nº 532 estabelecendo que "constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa". 

sábado, 16 de maio de 2015

CONTOS CURTOS (Para ler duas vezes)


                         CONTOS CURTOS (para ler duas vezes)

INOPORTUNA E TEMERÁRIA

                       Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas

As duas quando estão juntas as intimidades são devassadas e ambulam de boca em boca disputadas pela curiosidade alheia.

Sob sua influência aquela pessoa era impelida a falar e agir irrefletidamente, sem acerto nem responsabilidade.

Ela, imperativamente, obrigava a outra a falar em excesso, expondo, prematuramente, projetos e propósitos.

Esse comportamento imprudente não lhe agradava e por mais esforço que fazia para fugir disso, sentia-se incapaz e sem forças para tal.

Essa convivência a estava prejudicando em suas atividades diárias, principalmente, em seu trabalho e relações com os semelhantes.

Decididamente, para preservar sua moral e pudor teria que por um fim àquele relacionamento nada saudável.

A atitude inoportuna da «amiga» não contribuía de forma alguma para o cultivo da fidelidade, imprescindível  a uma convivência salutar.

Compreendeu que se não desse um basta àquela permissibilidade perderia irreversivelmente o controle de seu foro íntimo.

Sim, estamos falando daquela que leva ao que a acolhe, a exteriorizar inveteradamente o que pertence ao âmbito privado, fazendo-o «viver fora de si mesmo». Seu nome é indiscrição.

______________________



INAMOLDÁVEL

                             Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas

Era colocado, algumas vezes, em situações incômodas e submetido a dolorosas experiências se descolocando amiúde. Desse modo vivia em desacordo com a realidade que o rodeia.

Ela o fazia se rebelar contra as situações ou acontecimentos adversos e a reagir contra toda ideia que tendia a modificar sua rígida postura.

Sob sua influência, ele pretendia impor aos demais o seu modo de ser, de pensar ou de sentir, sem oferecer nenhuma flexibilidade de sua parte, dificultando sobremaneira a sua vida de relação.

Ele não mais aguenta aqueles transtornos a que ela o submetia. Estava decidido a mudar, fugir da comodidade e vencer os obstáculos, pondo à prova a fortaleza e a têmpera.

Assim afastou de vez do seu caminho aquela que se constituía num sério obstáculo ao desenvolvimento de sua vida, a inadaptabilidade.

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Estes textos foram extraídos do livro CONTOS CURTOS - DES-CONTOS, disponível on line no site: http://www.bookess.com/read/1623-contos-curtos-des-contos/

E-MAILs recebidos:

Gracias. Marco Aurelio. Haz hecho dos "retratos" de pensamientos enquistados que pueden lesionar mucho al ser y que, debilitados, permiten que se abran panoramas venturosos para quien anhela ser su propio redentor.
Abrazo!
Luis. Raúl Rossi - Montevideo - Uruguay

quinta-feira, 30 de abril de 2015

RESCISÃO DE CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PUBLICADO NO JUS NAVIGANDI








Jus Navigandi
 jusnavigandi@jus.com.br

17:13 (Há 17 horas)

Olá, Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas,
Tenho a satisfação de informar que o seu texto, Rescisão de contrato de prestação de serviços, foi selecionado como destaque da edição de hoje do Jus Navigandi.
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